Notícias

Voltar para Galeria Histórias
Publicação: 23/07/2017   Comentários: (0)   Categoria: 5 - Visitas: 396
Notícia

Estação José de Alencar

Assis Lima Em 1919 o Ceará foi castigado por uma seca só que, com menos consequências provocadas como a de 1915. Relatórios da extinta Rede de Viação Cearense ( RVC) dão conta de que, frentes de serviços alistaram operários, sem que os mesmos pudessem prestar o menor serviço, quer seja pela idade, quer seja por problemas de saúde. A diferença, entretanto, estava na diária que era abonada com um valor inferior, simplesmente como um meio de subsistência, ou medida assistencial. O Governo de Epitácio Pessoa para assistir as vítimas dessa seca e, implantar seu programa assistencial, reorganizou a Inspetoria de Obras Contra as secas ( Iocs) criada em 1909. Através do decreto nº 13.687 de 7 de abril de 1919, transformou esse órgão em Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (Ifocs) e, no mesmo pacote administrativo, saiu duas importantes medidas: 1) A construção de grandes barragens que ficaram conhecidas como As grandes Obras do Nordeste; 2) Subordinar administrativamente a RVC à recém criada Ifocs. A Inspetoria para transportar pela sua subordinada RVC o material que chegava de navio, revestiu em alvenaria toda a estrutura da Ponte Metálica, então Porto de Fortaleza e, no mesmo mês por conta dessa inovação do Ministério da Viação e Obras Públicas, designou várias locomotivas exclusivamente para trabalharem nessas obras. A execução das obras do Nordeste esteve sob o comando do inspetor geral da Ifocs, Engº Miguel Arrojado Ribeiro Lisboa, cujo desafio era construir os grandes reservatórios e, também coordenar a equipe de prolongamento e construção das linhas ferroviárias. Os pontos de partida dos ramais ferroviários do Ceará foram: Poço dos Paus (Cariús) na localidade de Jaguaribe e o de Orós no povoado da Parada Km 436 (ambas as localidades situadas no município de Iguatú). O Engenheiro residente da Rede de Viação em Iguatú era José Barreto de Carvalho, mas a tarefa de construção do Ramal de Orós ficou sob a responsabilidade do também engenheiro Octávio Bonfim, cuja malha beneficiou as localidades de Cruz de Pedra, Igaroí (Água Fria) e o próprio Orós, cidade do mesmo nome.O ramal de Orós, considerado antieconômico fora desativado em 1974. Engana-se aquele que sem conhecimento histórico, desconhece as homenagens que a Rede de Viação Cearense RVC, que já foi Rffsa e hoje Transnordestina Logística S/A, não tenha por indicação política e por pressão intelectual, homenageado um dos maiores escritores da fase literária do romantismo no Brasil. Refiro-me a José Martiniano de Alencar, que nasceu em Messejana, Ceará, em 1829. Realizou seus estudos tanto o elementar como secundário na então Capital do Império (Rio de Janeiro), onde em 1846 mudou-se para São Paulo a fim de estudar Direito. Já formado retorna para o RJ e passa a atuar como jornalista e advogado. Mas, Alencar tinha outras duas grandes vocações: a política quando chegou a deputado Geral e quases enador, herdando berço político do Senador Alencar (seu pai) que em 1836 era o presidente da Província do Ceará, e a literária. No campo literário teve destaque até internacional. Entre seus escritos, destacaram-se: O Guarany (1857); Cinco Minutos e a Viuvinha (1860); As Minas de Prata e Lucíola (1862); Iracema (1865); O Gaúcho e A Pata da Gazela (1870); O Tronco do Ipê (1871); Sonhos d´ouro e Til (1872); Ubirajara (1874); Senhora (1875); O Sertanejo (1875), além de peças teatrais, crônicas, pareceres jurídicos e uma coletânea de discursos que inspirou o congresso nacional a criar Perfis Parlamentares, cujo Tomo Um é José de Alencar. Este grande vulto de nossa história faleceu em 1877. Isso mesmo, o km 476 da linha tronco sul, fora por ocasião da inauguração do ramal de Orós em 31 de dezembro de 1922, denominado José de Alencar, apesar da parada para transporte de passageiros e pequenas encomendas ter sido oficializada em 1916. A estação de José de Alencar ou, Alencar para a povoação, desapareceu em 1976 quando no mesmo orçamento reformaram a estação de Iguatú. Para este despretensioso pesquisador, houve um duplo homicídio contra a memória. Iguatú perdeu sua edificação de 1910 e de Alencar restou somente o piso como um marco, talvez para uma constante denúncia às gerações futuras de algo funesto ali perpetrado. José de Alencar foi jornalista, político, advogado, cronista, polemista, romancista e dramaturgo Fonte: O Povo On Line Este causo foi enviado por: José de Alencar na história do trem cearense

by

Tags:Estação José de Alencar

Comentários

Deixe aqui o seu comentário