Operação da Linha 17-Ouro pode contar com equipe da CPTM

Ramal de monotrilho terá uma operação controlada comandada pelo Metrô até que serviço esteja apto para ser repassado à ViaMobilidade

A operação da Linha 17-Ouro a partir do início de abril pode contar com uma ‘equipe especial’, funcionários da CPTM. A informação foi apurada pelo MetrôCPTM, como parte de um convênio existente com o Metrô de São Paulo.

Como revelamos anteriormente, a operação controlada será feita pelo Metrô e não pela ViaMobilidade, concessionária que será responsável pelo serviço assim que ele for efetivamente repassado para ela.

A novidade é que o time de funcionários que ficará à frente da operação do monotrilho em seus primeiros meses poderá incluir pessoal técnico da CPTM.

Segundo fontes do site, houve uma espécie de ‘processo seletivo interno’ que buscou colaboradores de áreas específicas como manutenção de material rodante e de via permanente e sistemas como mecânicos e eletricistas, além de outros funcionários de operação e do Centro de Controle Operacional (CCO). Tudo isso para que a operação inicial de um ramal inédito seja a mais segura possível.

O site questionou o Metrô de São Paulo que, no entanto, disse que estuda ‘vários cenários’, incluindo a cooperação técnica com a CPTM.

Se confirmado, será uma ação bastante incomum, mas positiva já que as duas companhias estaduais têm imensa experiência em implantação de novos sistemas sobre trilhos.

A Linha 17-Ouro deve ser entregue oficialmente no final de março e começar a operação controlada a partir de abril, entre 10h e 15h, como é praxe. O trecho a ser aberto pode incluir as oito estações, mas é mais provável que o trajeto seja menor nas primeiras semanas.

Veja nota enviada pelo Metrô

“A operação da Linha 17-Ouro será iniciada pelo Metrô, em conformidade com a agência reguladora e a concessionária de operação da linha. Essa estratégia possibilita a interface com os fornecedores e a concessionária, para a transição gradual dos ativos e procedimentos operacionais de uma linha que é nova e um modal ao qual a Companhia tem know-how de operação.

A estruturação do formato e recursos que serão empenhados pelo Metrô para iniciar esta operação está em elaboração e considera diversos cenários e instrumentos de cooperação técnica com outras instituições de reconhecida capacidade, como a CPTM a qual o Metrô já mantém convênio para a cessão mútua de recursos.”