O projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Campinas avançou para a fase considerada mais importante até agora: a contratação dos estudos que vão definir o modelo de concessão do sistema à iniciativa privada.
A etapa é decisiva para apontar se o empreendimento é viável técnica e financeiramente e para estabelecer as bases da futura licitação.
A iniciativa marca a passagem do planejamento preliminar para uma fase técnica, que pode destravar a implantação do modal na Região Metropolitana de Campinas.
O que os estudos vão avaliar
Os levantamentos vão analisar traçado, demanda de passageiros, custos, retorno econômico e estrutura jurídica do projeto.
A partir desses dados, será definida a melhor forma de conceder o sistema, incluindo regras de operação, divisão de riscos e modelo de remuneração do concessionário.
O resultado dos estudos será usado como base para a elaboração do edital.
BID participa da estruturação do projeto
A contratação das consultorias ocorre com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que coordena o processo de seleção técnica.
O envolvimento do banco busca garantir segurança institucional e atrair investidores para um projeto de grande porte.
Conexão com Viracopos está no radar
Entre os cenários analisados está a criação de um eixo ligando o centro de Campinas ao Aeroporto Internacional de Viracopos, além de possíveis ramais para municípios vizinhos.
A proposta é oferecer um transporte de média capacidade, integrado ao sistema urbano existente.
Investimento elevado e obras sem data definida
O VLT de Campinas envolve investimento bilionário, que inclui infraestrutura, trilhos, estações e sistemas operacionais.
Apesar do avanço, ainda não há cronograma para o início das obras, que dependerá da conclusão dos estudos e da aprovação do modelo de concessão.
