Reajuste histórico: Sindicato assina o ACT 22/23 e garante o PPR 2022

REAJUSTE HISTÓRICO

As negociações sobre o Acordo Coletivo de Trabalho 22/23 pelo Sindicatos da Sorocabana em conjunto com os Sindicatos dos Ferroviários do Rio Grande do Sul e Paraná-Santa Catarina chegaram a um reajuste salarial histórico, com aumento real, totalizando 12,86%.
A proposta aprovada em Assembleia foi: -Reajuste salarial de 6% retroativo a 01/05/22
– Reajuste salarial de 6,47% sobre os salários já reajustados a partir de 01/11/22
– Vale Refeição/Alimentação reajustado para R$ 33,00 retroativo ao dia 01/05/22
– Diárias: R$ 50,00 retroativo ao dia 01/05/22
– Nenhum reajuste no Plano de Saúde Unimed.

 

PPR 2022

Foi negociado o PPR 2022 com mais conquistas e garantias aos trabalhadores de todas as malhas da empresa, o qual
foi aprovado nas Assembleias realizadas.

SINDICATO SEGUE LUTANDO POR RESPEITO

Apesar do histórico Acordo Coletivo de Trabalho assinado, o desrespeito continua, com problemas persistentes em especial nas Malhas Paulista, Oeste e Norte, e o Sindicato continua em sua ação na defesa dos ferroviários, como abaixo:

Whatsapp segue sendo problema

O Sindicato segue questionando e orientando a Rumo e os trabalhadores sobre o uso do aplicativo Whatsapp. Uma vez que esse não é o meio oficial de comunicação da empresa, é preciso que haja solução por parte da empresa para que os comunicados importantes sejam feitos via canais oficiais pelos responsáveis de cada área e não apenas por grupos no Whatsapp. Afinal, o envio de informações importantes pode passar batido, uma vez que os funcionários não têm obrigação de participar desse meio de comunicação.
O Sindicato alerta que a utilização do aplicativo para treinamentos, informativos institucionais e operacionais, adequações, questionamentos e outras obrigações durante o horário de repouso dos profissionais estende a jornada de trabalho, interrompendo o descanso legal.

 

Carga horária

Ainda sobre carga horária. Esse segue sendo um problema na Rumo. De acordo com os Ferroviários, é comum encontrar casos em que os funcionários trabalhem mais de 20 horas por dia, o que interfere no seu descanso e pode comprometer não somente a qualidade do trabalho, mas também a saúde e a segurança da equipe. O Sindicato está em contato com o Ministério Público para resolver de vez essa situação.

Outro assunto relacionado à carga horária é a aplicação de normas de ponto, que são confusas e diversificadas em cada núcleo regional – mesmo que as tratativas sejam coletivas. Cada trecho tem um “rei” que age da forma como lhe convém. As regras são para todos. O Sindicato quer que os gestores respeitem as regras de trabalho que tratam o ACT em vigor e a legislação.

 

Segurança

Assunto antigo, a segurança dos trabalhadores segue em pauta com a Rumo. A empresa continua brincando com a manutenção dos trechos e das locomotivas, o que deixa os funcionários com medo de operar. Os acidentes ocorrem constantemente e a Rumo não apresentou nenhuma solução, fingindo que nada está errado. O Sindicato acompanha de perto a situação e cobra melhorias para a prática do trabalho e manutenção da segurança – o que, aliás, é o mínimo necessário para qualquer profissional.

 

Bafômetro

Os funcionários seguem incomodados com a obrigatoriedade do uso de bafômetro. Afinal, essa obrigação é apenas deles e não inclui os cargos de chefia: ou seja, os chefes não fazem teste do bafômetro e, quando fazem, ninguém sabe os resultados. A regra é para todos! Devemos sempre lembrar que o exemplo deve vir de cima.

 

Malha desgastada

A recuperação da malha ferroviária no trecho Santos-Cajati ainda está parada. Apesar de ser citada judicialmente para promover as melhorias na via, a Rumo, que é responsável pela operação dessa linha, tem obrigação prevista em contrato desde o início da concessão, mas nunca cumpriu o combinado. Isso interfere diretamente no cotidiano dos Ferroviários, pois, com o trecho fechado, são menos linhas para operar – e, com menos linhas, menos trabalho. Uma vez recuperado, o trecho pode até retornar aos bons tempos de transporte de passageiros, como o trem intercidades de São Paulo a Campinas (que vem sendo cotado). É preciso apenas boa vontade dos envolvidos.

 

Descarga de Pedra Itu

Nuvem de Pó: o problema de descarga de pedra segue em Itu, aumentando a falta de segurança na operação. Essa situação seria facilmente resolvida se as pedras fossem molhadas antes da descarga ou que viessem limpas da origem. Vale ressaltar a falta de visibilidade como fator de risco de acidentes de trabalho. É preciso uma atitude da Rumo, que está ciente das condições inseguras e irregulares e dos danos que podem causar à saúde do trabalhador por problemas respiratórios.

 

Transporte dos profissionais

O Sindicato questiona a Rumo sobre a falta de gestão sobre as terceirizadas contratadas para fazer o transporte de funcionários da empresa. É preciso saber a jornada de trabalho desses profissionais, treinamentos de segurança, teste de bafômetro em todos, confirmação da habilitação e ênfase em direção defensiva, identificação dos profissionais, identificação e condições dos carros e procedimentos de segurança, entre outras ações que a Rumo ainda não informou, mesmo diante de pedido do Sindicato. A situação segue sendo acompanhada e, se necessário, serão tomadas providências que garantam a segurança e a integridade física dos Ferroviários.