CPTM deixa de operar três linhas na Grande São Paulo a partir da próxima semana

Monise Souza

Três linhas passarão a ser administradas pela concessionária Trivia Trens, do Grupo Comporte, vencedora do leilão do Lote Alto Tietê

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deixará de operar as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade a partir da próxima segunda-feira (21/7). Elas passarão a ser administradas pela concessionária Trivia Trens, do Grupo Comporte, vencedora do leilão do Lote Alto Tietê, realizado em março de 2025.

Além da operação dos trens, a empresa será responsável pela manutenção, conservação, modernização e expansão da malha ferroviária concedida até 2050. O contrato prevê investimentos de aproximadamente R$ 14,3 bilhões ao longo da concessão.

Entre as obras previstas está a ampliação da Linha 13-Jade, que deverá ser estendida entre Engenheiro Goulart e Gabriela Mistral e entre Aeroporto-Guarulhos e Bonsucesso. A Linha 11-Coral deverá ser prolongada de Estudantes até César de Souza, enquanto a Linha 12-Safira será expandida de Calmon Viana até Suzano.

Fim de mais de 30 anos de operação da CPTM

A mudança marca o fim de mais de três décadas de operação da CPTM nessas linhas. A estatal assumiu oficialmente a administração da antiga malha da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em abril de 1994.

Desde então, a empresa passou por um processo de modernização do sistema ferroviário metropolitano, substituindo uma operação marcada por problemas estruturais e de segurança por uma rede com maior regularidade. Segundo a CPTM, atualmente 99,2% das viagens programadas são realizadas, índice considerado elevado para o setor.

Ao longo desse período, a companhia também conduziu a maior compra de material rodante da história do transporte ferroviário brasileiro, com a aquisição de 105 novos trens, dentro de um programa que resultou na incorporação de 172 composições à frota paulista.

A transferência das três linhas integra o processo de concessão dos serviços ferroviários metropolitanos promovido pelo Governo de São Paulo.

Monise Souza, para Gazeta de S. Paulo