O que se sabe sobre o projeto de VLT em Campinas?

O Governo de São Paulo tem planos de tirar de papel um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da região de Campinas. A rede terá 44 km de extensão e vai promover conexões estratégicas, ligando-se ao Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte — que vai unir Campinas a São Paulo — e ao Aeroporto Internacional de Viracopos. O projeto prevê dois ramais de 22 km cada, somando 18 estações, com benefício direto para três municípios e cerca de 1,6 milhão de habitantes. Além do impacto na mobilidade, a iniciativa deve gerar em torno de 3 mil empregos.

Com orçamento estimado em R$ 4,5 bilhões, o VLT vai interligar as cidades de Campinas, Hortolândia e Sumaré. De acordo com o cronograma do governo, o lançamento do edital, a realização do leilão e a assinatura do contrato estão previstos para 2027.

Um dos principais objetivos do projeto é otimizar a ligação entre a área central de Campinas e o Aeroporto de Viracopos, reduzindo o trajeto para menos de 30 minutos. O plano também prevê um trecho ferroviário até Sumaré, com duração estimada em 40 minutos. Essas informações constam em um documento interno sobre o empreendimento, obtido pelo Via Trolebus.

Segundo o material, a expectativa é que os trens circulem com velocidade média de 42 km/h — desempenho que permitiria completar o trajeto até o aeroporto em 27 minutos, enquanto a viagem entre Campinas e Sumaré levaria cerca de 36 minutos.

O planejamento estabelece diretrizes como a integração regional entre Campinas, Hortolândia e Sumaré, conectando essas cidades ao futuro TIC Eixo Norte. O sistema vai funcionar como modal de média capacidade, com um ramal dedicado exclusivamente a Viracopos. O estudo também avalia a viabilidade econômica do projeto, a ampliação da rede de transporte público na região e o potencial de revitalização urbana ao longo dos trechos atendidos.

Entre os demais objetivos do projeto está oferecer uma alternativa ao transporte rodoviário para quem se desloca até o aeroporto, reduzindo o volume de carros nas vias, a emissão de poluentes e os congestionamentos. A proposta também prevê forte integração com linhas de ônibus e o corredor BRT, garantindo acesso ao aeroporto em conjunto com o restante da rede de transporte da região.