O que hoje é apenas memória para antigos moradores da Baixada Santista e do Vale do Ribeira pode voltar a ser realidade nos próximos anos.
A ferrovia Santos-Juquiá, que por décadas transportou passageiros e cargas entre o litoral sul de São Paulo e a capital, é objeto de dois projetos distintos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), embora ainda sem uma proposta de integração direta entre eles.
História da ferrovia
A ferrovia Santos-Juquiá foi construída originalmente para conectar o Porto de Santos ao município de Juquiá, atravessando cidades como Itanhaém e Peruíbe.
Construída com bitola métrica, a malha foi ampliada em 1986 pela Fepasa com a extensão de 70 quilômetros entre Juquiá e Cajati, integrando também a cidade de Registro ao percurso.
Durante o século 20, o ramal operava de forma integrada à capital paulista. O serviço de passageiros partia da Estação Barra Funda e seguia pelos trilhos das linhas 8 e 9 até chegar ao extremo sul da cidade, para então descer a serra pela ferrovia que liga a Baixada a Mairinque.
A logística era peculiar pois ao chegar em Samaritá, no município de São Vicente, os vagões vindos de São Paulo eram acoplados às composições que seguiam viagem para Juquiá.
