Rumo amplia capacidade ferroviária com obras na Malha Paulista

A Rumo entregou o viaduto sobre a linha férrea em Hortolândia (SP), avançando no plano de modernização da Malha Paulista, viabilizado pela renovação antecipada da concessão. A estrutura faz parte de um pacote de mais de R$ 8 bilhões já investidos para ampliar a capacidade ferroviária e reduzir conflitos urbanos ao longo da malha.

A intervenção é a maior já concluída dentro do contrato e integra um conjunto de 110 obras executadas em 45 municípios paulistas, incluindo viadutos, passarelas, duplicações e ampliação de pátios. O programa também contempla a modernização de mais de 400 quilômetros de vias, com foco em eficiência operacional e segurança.

“A renovação da Malha Paulista permitiu ampliar a capacidade e a eficiência da ferrovia. Hoje operamos com trens maiores, mais produtivos e com menor impacto ambiental”, afirma Pedro Palma, CEO da Rumo.

Mobilidade urbana e eliminação de conflitos

Com investimento de R$ 57 milhões, o novo viaduto elimina uma passagem em nível na região central de Hortolândia, por onde circulam cerca de 30 mil veículos por dia. A expectativa é reduzir riscos de acidentes e melhorar a fluidez do tráfego em um dos principais pontos de conflito entre ferrovia e área urbana.

“Esta obra promove uma mudança real no cotidiano da população, garantindo mais segurança e atendendo a uma demanda antiga do município”, afirma George Santoro, ministro dos Transportes.

A estrutura tem 240 metros de extensão, quatro pistas, calçadas e ciclovias, conectando vias estratégicas da cidade e reorganizando o fluxo urbano.

Capacidade ferroviária e expansão logística

As intervenções fazem parte de um ciclo de investimentos voltado a aumentar a capacidade da ferrovia e suportar o crescimento da demanda, especialmente do agronegócio. A modernização permite a operação de trens maiores e mais produtivos, reduzindo custos logísticos e emissões.

Segundo Natalia Marcassa, vice-presidente de regulatório, institucional e comunicação da Rumo, as obras exigiram planejamento para manter a operação ferroviária durante a execução. “O resultado são estruturas mais seguras e preparadas para o crescimento das cidades”, afirma.