Um inquérito instaurado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) irá investigar uma série de falhas recentes que ocorreram nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas pela ViaMobilidade.
Entre os problemas em análise estão o descarrilamento ocorrido no fim de abril e a morte de um funcionário durante manutenção na rede aérea, além de outros problemas operacionais recentes.
Em quatro anos de concessão, esse é o segundo inquérito aberto pelo Ministério Público.
Morte de funcionário
Segundo o MP, durante a madrugada em que ocorria a manutenção, um trecho da rede aérea de energia foi desligado para realização dos serviços.
Porém, os técnicos foram deslocados para outro ponto da linha, onde a rede ainda estava energizada.
O funcionário recebeu uma descarga elétrica e morreu. Ele estava sobre uma plataforma metálica e sem isolamento.
Portas abertas
Na última semana, um vídeo gravado por passageiros flagrou um trem da linha 9-Esmeralda circulando com as portas abertas.
De acordo com o contrato de concessão, esse tipo de falha é considerada um problema operacional grave.
Descarrilamento
As causas do descarrilamento de um trem no fim de abril na linha 9-Esmeralda já foram identificadas pelos promotores.
Segundo o MP, a concessionária teria admitido que o acidente foi causado por uma rachadura em um dos trilhos.
A empresa informou que em outros 34 pontos distribuídos pelas linhas também foram encontrados problemas. Os trechos foram reparados após o descarrilamento.
Uma reunião no fim de abril foi realizada entre representantes da Motiva, concessionária responsável pela ViaMobilidade, o diretor da Artesp, agência reguladora do governo estadual, e integrantes da Secretaria de Parceria e Investimentos (SPI) do governador Tarcísio de Freitas.
A ViaMobilidade anunciou que ampliará os horários de manutenção nos trilhos.
O que diz a ViaMobilidade
Sobre o caso do trem circulando com as portas abertas na Linha 9-Esmeralda, a ViaMobilidade informou que os passageiros desembarcaram em segurança na Estação João Dias.
Segundo a concessionária, o apagamento das luzes e o fechamento das portas seguiram os protocolos de segurança adotados para o recolhimento da composição destinada à manutenção.
A empresa também afirmou que o descarrilamento registrado no fim de abril segue em apuração técnica.
De acordo com a concessionária, foi realizada uma inspeção preventiva nos 320 quilômetros de trilhos administrados pela empresa.
A vistoria identificou 35 pontos com problemas classificados como superficiais, sem risco operacional, que já passaram por reparos.
Sobre a morte do funcionário, a ViaMobilidade declarou que a investigação preliminar apontou um “erro de procedimento” e descartou, até o momento, falhas nos equipamentos de segurança ou na infraestrutura da via. A concessionária disse ainda que lamenta o caso e reforçou que a segurança é tratada como prioridade.
